Guia para ver um filme (Parte 2)

Put your game face on


Primeiras 10 impressões do cinema!

1. É uma experiência sociológica. Reacções imediatas perante as pessoas que te rodeiam são nas linhas de..."Por favor que o casal à minha direita não comece a curtir"; "Não, não quero saber o fim antes de começar. Se já leram o livro e querem discutir o assunto juntem-se a um clube de leitura" e "Se aquele tipo não pára de gritar as suas opiniões, vou mandar-lhe uma sapatilha à cabeça".

2. Os filmes agora são gigantes como tudo. E têm intervalo. Modo exterior de passar o tempo. Jogos. Como ver quem consegue descobrir mais patrocínios já que o filme está cheio deles (É o Finding Waldo dos tempos modernos). Nokia, Ikea, Coca-cola, Apple, Google, Wikipedia...

3. Precisamos de ter um coração forte... especialmente quando o gato fofinho que te deu conforto visual ao longo de toda a pelicula aparece morto no alpendre, numa cena muito reminiscente da morte do Dobby e da Hedwig no Harry Potter (Why Dobby? Why?).

4. Precisamos de ter um estômago forte. Porque o titulo do filme não esconde subtilezas nem segredos e as cenas de violência são terríveis e macabras.

5. Em caso de 3D, precisamos de uma tolerância a dores de cabeça forte... no entanto dependendo do filme as chatices costumam valer a pena (O avatar estava o máximo, o que não vale de todo é o preço do bilhete).

6. Não há finais felizes. Há apenas finais...uma alteração realista e refrescante da vida no cinema.

7. Não podemos fazer expressões audíveis da nossa opinião. Tal como ouvir os outros (e que outros... toda uma colectânea de mães a traduzirem filmes, pessoas a revelarem spoilers, os risos nas alturas menos apropriadas - momento um tudo ou nada hipócrita...) pode ser irritante, o mesmo se aplica a nós - fazer uns AWWW, quando o animal adorável aparece em cena não conquista muitos likes na sala.

8. Não, a sério o titulo diz tudo. Facto curioso é que nenhuma mulher saiu daquela sala sem odiar um pouco a espécie masculina.

9. Aftereffects: Enfiamos-nos numa manta em casa a ver TV, enquanto pensamos na grandiosidade do ecrã que acabamos de abandonar e porque razão tudo parece melhor e mais emocionante dentro de uma sala de cinema.

10. O aumento de preços absurdo (Nem os estudantes estão a salvo)só nos dá uma solução - abandonem toda a esperança... leiam um livro, vejam televisão ou vão tomar um café. O misticismo do cinema que merecia uma salva de palmas no fim pode não ter morrido quando foi atirada a primeira pipoca (primeira de muitas, algumas pessoas - nas quais por acaso não me incluo de todo - não acreditam numa ida ao cinema que não envolva forrar o chão de pipocas, criando uma carpete não vermelha e deveras pegajosa) mas com a profecia de 2012 mesmo aqui, está certamente a tentar o destino. ;p

E um par de botas...


Pelos parceiros de caminhada,
Pelos ouvidos atentos,
Pelos projecto de sempre,
Pelos sonhos que foram e que virão,
Pelo apoio,
Pelo pontapé no impossível,
Pelas histórias de guerra e aventuras mirabolantes,
Pelo carinho,
Pela atenção,
Pela fé,
Pelo amanhã que será melhor,
Por não me deixarem ficar para trás,
Por serem as minhas pessoas,
Pela lembrança,
Pela nossa 'altamentez',
Pelas conversas estranhas,
Pelo espaço no vosso coração,
Pelo afecto,
Pela atenção,
Pelos muitos anos que ainda vamos ter pela frente recheados de tropeções e risos maníacos...

Por serem como são e sobretudo porque ainda acreditam que eu mereço tudo e um saco de "ervilhas descongeladas"...

Obrigado a todos!


Voar


Sem asas

Sem rumo

Sem expectativas





Apenas Voar


Something Blue

Don´t kid yourselves, he's awsome!

Something New

Já repararam que nunca nada é propriamente novo?

Repetições, adaptações, fim, início?

Talvez seja a minha mente programada para as notícias de hoje que estarão mortas amanhã, com menos impacto e significado...

Talvez seja o facto de não me sentir como algo novo para o mundo.

Já me conhece há um par de décadas e qualquer que seja o contributo que tenha prestado nesse espaço de tempo não quebrou barreiras de conhecimento.

Todos procuram algo novo mas acabam por repetir padrões já usados, moldes já impostos...

O que há de novo hoje, amanhã já foi tão falado que não encaixa neste post.

Portanto viramos-nos para este planeta, terra de infinitas possibilidades!


Viagens no multi-universo... it's a thing

Big brother is watching!


Uma jibóia andou a passear-se no TGV que faz a ligação Paris-Marselha e nenhum dos passageiros (salvo o dono...eventualmente) se apercebeu do pequeno pormenor de um réptil de 2 metros(!!!!!!!!!!!!) a passear-se pelo belo do comboio.

Daí só posso concluir que estavam todos bem concentrados naquilo a que eu chamo viagens pelo multi-verso que como já mencionei casualmente me ocorrem na cadeira de dentista.

E enquanto cada um aproveitava a sua viagem no comboio super-rápido e no seu universo de listas de compras, mistérios e perguntas existenciais, planos para futuro, arrependimentos passados, dependendo da mente criativa de cada um, provavelmente ninguém pensou que o what-if mais insólito de cobras à solta no avião (ok, não sejamos tão tendenciosos que a bichinha não magoou ninguém) acontecia.

E a bela da jibóia que não fez mal a uma alma? Aproveitou esta oportunidade única para explorar o TGV e "aninhar-se" num tubo de ventilação, mestre e soberana alheia ao que se passava na cabecinha de cada viajante, enquanto estes saltavam entre-universos.

Carta de despedida



Querido par de botas de caminhada,

chegou o momento de escrever formalmente as últimas palavras que te direi durante muito tempo - pelo menos até os meus descendentes te descobrirem embaladas no sotão (imagino a minha futura casa com sotão) e perguntarem-se se este foi o primeiro par de botas ilustres da famosa exploradora/avó ou o primeiro sinal de loucura da velhota que nem se digna a fazer uns biscoitos como deve ser.

Foram muitos e óptimos anos na tua companhia, poucas bolhas, imenso pó e lama, estupendos tropeções e até um pé bem magoado aqui e ali. Foram imensos destinos e montes que não teriam sido atingidos se não fosses tu, com os teus cordões agora esfarrapados e as tuas solas finalmente descoladas.


Foi o caminho de Santiago que selou a tua reforma dessas vidas, tu que aguentaste como um senhor a subida ao Pico, as nossas aventuras pelos Pirenéus, os nossos passeios pelas Astúrias, as nossas idas intermináveis a Drave, os milhares de raids em Valongo - nos quais tantos dos nossos companheiros perdiam o seu calçado, o acampamento volante interminável em Setúbal e na Serra da Arrábida - enquanto colossos de caminhadas caiam com bolhas, tu e eu perseveramos e caímos apenas diante do sol devastador!


Tu e eu, par de botas. Os jogos de cidade em todo este Portugal que só sabe descer e subir e parece não conhecer zonas planas, em algumas cidades de Espanha que compensam a existência de zonas planas fazendo com que os postos e atracções fiquem a quilómetros sem fim uns dos outros!

Temi derrota muitas vezes ao longo do nosso último passeio, Botas! Pensei que seria desta que acabaria um raid descalça e desamparada com um par de botas sem sola amarrado ao pescoço - No ma's left behind and all that!

Mas tu não deixaste que isso acontecesse. Foi desconfortável em algumas partes para ambas mas tu não deixaste que eu desistisse. Aguentaste essa actividade e mais umas duas ou três, porque sabias que eras o único par de botas para mim!


Foi na última hora! No último momento em que depois do acampamento final com os meus exploradores, ao bater da mochila no chão de minha casa que as tuas solas finalmente deram de si! Não existiria maior prova de amor do que esta depois de cerca de quase dez anos de caminhadas lado a lado!

Adeus par de Botas! Teremos sempre este mini-atlas de histórias entre as duas!



Fomos tão altamente juntas!

Viagens no multi-universo...

Sentada na cadeira do dentista durante algumas horas a olhar para a luz, uma pessoa fica sem tópicos de pensamento...

rever mentalmente a Guerra dos Tronos...e tentar perceber as teorias da conspiração...


Os segredos dos pais do Jon Snow, óbvio! Que pensavam?

tentar adivinhar o fim do meu bichinho de papel actual - Bons Augúrios de Terry Pratchett e Neil Gaiman...


É tão excelente

pensar qual dos programas à escolha de apocalise (são bastantes...) seria mais confortáveis para 2012...culpa da propaganda das revistas da sala de espera


Como pessoa não-nadadora, a minha mente cai neste cenário horripilante...

E por alguma razão a divagação acabava sempre na direcção das coxinhas de frango!


Não se atrevam a julgar!

Something borrowed: Time






"Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter than the sun"

by Fun

Something old!

Hamlet meets the circle of life

Primeiro filme que vi no cinema.

Na lista dos 5 filmes que vi ao longo da minha infância até gastar a fita.

Uma história que ainda não me canso de ouvir.


Shaman/Pintor/Karate/Sensei

18 anos depois volta ao cinema em 3D! Já passou assim tanto tempo?

Pensamento do dia




"The old dog barks backwards without getting up.
I can remember when he was a pup."

Robert Frost

Never too late!

Why? My head just went there...


Esta é para ti Saraaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

By the way...

Apostas em casamentos de inverno a 12/12/12?



Uma pergunta que me ocorreu de repente...

Give it up to the wild life!


Existe muito a relembrar de 2011, quer pelos motins, pela violência, pela evolução tecnológica, pelos sucessos raros, mas presentes para alguns (so they say), pelos cortes, as perdas...

Entrando no derradeiro e mítico ano de 2012 (21 de Dezembro, malta, encontro dos Maias com o destino e coisa e tal), há ainda uma coisa que convém sublinhar sobre 2011.

Plantou sementes para cultivar esperança. 12 sementes na forma de uma espécie em vias de extinção (infelizmente uma de muitas), cuja reprodução em cativeiro é rara e difícil.

12 bolas de pêlo que já escalam árvores, posam ara fotografias, trincam bambu distraidamente e rebolam-se por ali fora!

Mais uma vez, a vida animal quebra expectativas e grita "Adaptação".

Rodolfo e Kumbaya: Guia para ver um filme




1. Expressar descontentamento. Os bons filmes são raros, por isso um longo discurso sobre os clichés das histórias de amor são sempre uma boa forma de descer as expectativas das pessoas em nosso redor. De certa forma, se as pessoas acham o filme fantástico devem-no a nós!

2. As conversas no início. Impossível de evitar comentários. Também impossível de evitar a agressão que as nossas amigas adoram chamar "golpes amigáveis" para nos calar a boca.

3. Pipocas. Cinco pessoas. Duas taças. Porque três acabam por partilhar uma e a outra destina-se a contrabando secreto. "Ei, porque é que tens uma só para ti?"/"Estou a partilhar com outra pessoa"/ -.-. "A Kumbaya não gosta de pipocas..."/"...Estou a partilhar com o meu estômago?!"/ Nariz vermelho a sinalizar monte de tretas!

4. Riso nas partes menos apropriadas. Os momentos de tensão, suspense, desespero, romace... e duas idiotas ao vosso lado a rir como se não houvesse amanhã...

5. O actor! Culpem a genética por favorece-los tanto!



6. Pontapés. Quando as queixas ao comportamento são demasiadas, da nossa posição elevada no sofá voam joelhos e cotovelos contra as damas que se aconchegaram no chão. Lei da selva. Lamento!

7. Em caso de filme estrangeiro - fora das esfera do Português ou do Inglês, esperem uma Rodolfo muito confusa, pois está sempre à espera do momento em que vai reconhecer o dialecto e deixar de depender das legendas. A dado momento, como mulheres maduras e independentes que somos, vamos ignorar as legendas e inventar as nossas próprias falas. As nossas companheiras de sleepover vão estar indecisas entre rir ou degolar-nos.

8. Soundtrack. Reporta de volta ao anterior. Em caso de filme estrangeiro, a Kumbaya vai ter um momento musical noutra lingua que não fala e desatar a rir segundos depois como uma maluquinha. Culpem a genética! Culpem o escutismo! Culpem a banda sonora guinchante do filme estrangeiro! (Não culpem a banda sonora... estava fofinha se as legendas estão bem feitas)

9. Fazer conjecturas do final! A pior coisa que se pode fazer a alguém é contar o fim de um livro, série, filme. Mas usar as pistas para descobrir o fim a uns bons 15 minutos dele acontecer é... desenvolver as nossas capacidades de ler situações, logo aceitável... pelo menos é a desculpa usada para continuarmos vivas!

"Claramente, agora vai haver um duplo acidente e ambos morrem no estilo Romeu e Julieta ao som de música estrangeira aos berros!"
(...)
"Nunca mais vejo um filme convosco"

(Já agora: Não foi assim que acabou!)

10. Last ones standing! Podemos ver a situação como quiserem. Podemos não demonstrar o maior dos interesses no início. Mas no fim destas reuniões femininas diante do ecrã, somos sempre as únicas ainda acordadas, as únicas testemunhas de todo o filme e provavelmente as únicas ainda a discuti-lo e a partilhar teorias (sim geralmente da conspiração e o humor é sempre negro).

O filme em questão acabou por ser muito agradável apesar de tudo.

The End

12º dia de Natal: Simplesmente não vai acontecer


Resoluções condenadas ao fracasso:

1- Vou tentar perder peso. Mas chegarei ao fim do ano com os mesmos números na balança depois de passar 12 meses a engordar nas alturas mesmo apropriadas (época de fato de banho) e a emagrecer quando só eu posso testemunhar (alturas tão frias que a roupa faz o efeito de acrescentar alguns quilos à minha imagem). O que agradecemos neste momento? Mais vale manter do que ganha-lo!

2- Vou aprender algo novo. Tocas guitarra, andar de bicicleta, nadar... basta nomear a tarefa que já sei que não vai ser cumprida. Algures no meio do entusiasmo vou lembrar-me que tenho razões para nunca ter ido para a frente com tais objectivos. Vou recordar que sou uma tansa dada aos acidentes mais bizarros na bicicleta, que não tenho qualquer ouvido para a música e que os humanos nasceram para viver na terra.

3- Reinventar-me completamente. Sim, o eterno debate do vou ser mais adulta, mais feminina, mais... como outra pessoa. Depois lembro-me que eu sou eu e apesar de existir sempre espaço para melhorar - algo que certamente vou continuar a fazer - não me conseguiria imaginar a ser outra pessoa.

4- Viajar para algum lugar. Todos os anos digo: é este ano que vou conhecer um lugar novo. Mas é um projecto dedicado ao falhanço. Dinheiro, desmotivação, pontapés a torto e a direito da vida. Não vai em frente. É facto puro e simples.

5-Relaxar e aproveitar o sol. A praia não me vê há mais de 5 anos. Também não me parece que seja este ano que atinja o bronzeado perfeito.

6- Fazer greve ao chocolate. Sejamos honestos. Nem eu acredito nisto.


Resoluções condenadas à vitória por mera teimosia lusitana




1- Dar o melhor de mim para ajudar os outros. Uma longa infância na companhia dos escuteiros fez-me uma push-over que passa a vida a tentar forçar (figurativamente, claro) a "velhota a atravessar a rua" para a poder ajudar - Não, não ando a arrastar senhoras pelas passadeiras do país fora.

2- Encontrar o meu caminho. Tentar realizar os meus sonhos de trabalho, vida, futuro... ou pelo menos provar que mesmo que o mundo me dê pontapés, as nódoas negras que recebo são cicatrizes de batalha que não tenho medo de mostrar. Porque honestamente a vulnerabilidade esconde-se por trás de respostas evasivas e sarcasmo e a vergonha impede-nos de ser quem somos.

3- Ensinar os meus exploradores a montar uma tenda de olhos fechados, fazer nós atrás das costas e dar uma sova mental à concorrência que encontrarem no ACANAC.

4- Aprender a fazer um bolo para que uma das minhas amigas levante o exílio que instituiu hoje de manhã em casa dela. Elas têm esperança nos meus dotes culinários e eu, apesar de não a partilhar, sou incapaz de dizer que não ao desafio, especialmente quando confrontada com aquele nível de fé na minha pessoa!


5-Fazer algum dinheiro com artes manuais. Em referência à alinea 2 da lista de não resoluções, 2011 ainda apanhou a minha recente descoberta que sei coser. Não propriamente um objectivo do ano passado mas vá, faz-se o que se pode, certo?

7- A batalha do exercício. Que regresse o meu grupo de caminhada em grande força: Legião do Incentivo ao Abate (da gordura, óbvio). Este vai ser o ano das pernas firmes, da resistência à marine e da capacidade respiratória fantástica.

E como todas as listas de resolução têm o mesmo fim, quer sejam cumpridas ou não, uma dose de realidade: