12º dia de Natal: Simplesmente não vai acontecer


Resoluções condenadas ao fracasso:

1- Vou tentar perder peso. Mas chegarei ao fim do ano com os mesmos números na balança depois de passar 12 meses a engordar nas alturas mesmo apropriadas (época de fato de banho) e a emagrecer quando só eu posso testemunhar (alturas tão frias que a roupa faz o efeito de acrescentar alguns quilos à minha imagem). O que agradecemos neste momento? Mais vale manter do que ganha-lo!

2- Vou aprender algo novo. Tocas guitarra, andar de bicicleta, nadar... basta nomear a tarefa que já sei que não vai ser cumprida. Algures no meio do entusiasmo vou lembrar-me que tenho razões para nunca ter ido para a frente com tais objectivos. Vou recordar que sou uma tansa dada aos acidentes mais bizarros na bicicleta, que não tenho qualquer ouvido para a música e que os humanos nasceram para viver na terra.

3- Reinventar-me completamente. Sim, o eterno debate do vou ser mais adulta, mais feminina, mais... como outra pessoa. Depois lembro-me que eu sou eu e apesar de existir sempre espaço para melhorar - algo que certamente vou continuar a fazer - não me conseguiria imaginar a ser outra pessoa.

4- Viajar para algum lugar. Todos os anos digo: é este ano que vou conhecer um lugar novo. Mas é um projecto dedicado ao falhanço. Dinheiro, desmotivação, pontapés a torto e a direito da vida. Não vai em frente. É facto puro e simples.

5-Relaxar e aproveitar o sol. A praia não me vê há mais de 5 anos. Também não me parece que seja este ano que atinja o bronzeado perfeito.

6- Fazer greve ao chocolate. Sejamos honestos. Nem eu acredito nisto.


Resoluções condenadas à vitória por mera teimosia lusitana




1- Dar o melhor de mim para ajudar os outros. Uma longa infância na companhia dos escuteiros fez-me uma push-over que passa a vida a tentar forçar (figurativamente, claro) a "velhota a atravessar a rua" para a poder ajudar - Não, não ando a arrastar senhoras pelas passadeiras do país fora.

2- Encontrar o meu caminho. Tentar realizar os meus sonhos de trabalho, vida, futuro... ou pelo menos provar que mesmo que o mundo me dê pontapés, as nódoas negras que recebo são cicatrizes de batalha que não tenho medo de mostrar. Porque honestamente a vulnerabilidade esconde-se por trás de respostas evasivas e sarcasmo e a vergonha impede-nos de ser quem somos.

3- Ensinar os meus exploradores a montar uma tenda de olhos fechados, fazer nós atrás das costas e dar uma sova mental à concorrência que encontrarem no ACANAC.

4- Aprender a fazer um bolo para que uma das minhas amigas levante o exílio que instituiu hoje de manhã em casa dela. Elas têm esperança nos meus dotes culinários e eu, apesar de não a partilhar, sou incapaz de dizer que não ao desafio, especialmente quando confrontada com aquele nível de fé na minha pessoa!


5-Fazer algum dinheiro com artes manuais. Em referência à alinea 2 da lista de não resoluções, 2011 ainda apanhou a minha recente descoberta que sei coser. Não propriamente um objectivo do ano passado mas vá, faz-se o que se pode, certo?

7- A batalha do exercício. Que regresse o meu grupo de caminhada em grande força: Legião do Incentivo ao Abate (da gordura, óbvio). Este vai ser o ano das pernas firmes, da resistência à marine e da capacidade respiratória fantástica.

E como todas as listas de resolução têm o mesmo fim, quer sejam cumpridas ou não, uma dose de realidade:

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